segunda-feira, 21 de novembro de 2011

INDÍGENAS DO PARQUE DO TUMUCUMAQUE SEM DIREITO À SAÚDE

No dia 12/11 o SINDESAÚDE reuniu com 20 Caciques e Vice-Caciques do Parque do Tumucumaque. Os indígenas nos repassaram todas as dificuldades que estão passando e vieram em busca de uma solução. Ainda nesse semestre eles foram recebidos em Brasília para criar uma planilha de trabalhadores que iriam suprir minimamente os problemas da Saúde das áreas indígenas do Amapá, e mesmo sendo aprovada, a planilha voltou muito reduzida as mãos das lideranças e não resolveu a precariedade.

A pauta de reivindicações dos indígenas inclui melhores condições de trabalho, Educação para os Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e políticas públicas que sejam efetivadas de fato. Eles nos disseram que a falta de medicamentos e de transporte faz com que muitas grávidas e indígenas morram. A sobrecarga de trabalho e desvio de função faz com que na maioria das vezes os trabalhadores da Saúde Indígena tomem a decisão de atender apenas os casos de urgência, pois não tem nenhum suporte nem mesmo para atender casos simples.


O SINDESAÚDE além de fazer a denuncia irá pressionar a FUNASA para que garanta a permanência dos mais de 300 trabalhadores com experiência na área indígena além de manter os próprios AIS. O Sindicato irá mandar documentos para a Secretária de Saúde do Amapá – SESA solicitando que os diretores possam acompanhar o processo de seleção destes profissionais de acordo com a necessidade exposta pelos indígenas do Parque do Tumucumaque, e que seja garantida a LEI nº 9.836, de 23/09/99 – instituindo o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Nota postada no site Côrrea Neto

Assédio moral de secretário será denunciado nesta quinta pelo Sindsaude

O Sindicato dos Profissionais de Saúde (Sindsaude) vai denunciar nesta quinta-feira, 13, ao Ministério Público Estadual (MPE), o assédio moral praticado pelo secretário municipal de Saúde de Macapá, Eduardo Monteiro, durante uma paralisação ocorrida na segunda-feira, 10, na Unidade Básica de Saúde Rubin Brito Aronovitch, localizada no bairro Santa Inês.
Além da denúncia, o Sindsaude emitiu nota de repúdio. Segundo os profissionais, o secretário, de forma descontrolada, adentrou a UBS, ameaçando cortar o ponto dos profissionais e transferi-los para outras unidades. Retirou a faixa que informava a manifestação, além de proferir palavras de baixo calão. Detalhe: tudo foi gravado pela categoria.
O presidente do Sindsaude, Dorinaldo Malafaia, classificou o ato como antidemocrático, desrespeitoso e que revolta ainda mais a categoria. “Não serão atitudes como essas que irão calar o sindicato, muitos menos os trabalhadores. Vamos continuar fazendo mobilizações, não só neste mais em outras UBS, até que os problemas se revolvam”, comentou Malafia.
Antes de fazer a paralisação o Sindsaude informou o ato, através de documento, ao Ministério Público Estadual, ao Conselho Municipal de Saúde, e ao próprio secretário Eduardo Monteiro.
Motivos da paralisação: sobrecarga de trabalho dos profissionais da área de saúde, problemas estruturais como instalação elétrica, falta de água e energia elétrica, que comprometem a segurança dos profissionais bem como da população, bem como a falta de medicamentos e correlatos que tem prejudicado a população.
Resultados
Pelo menos no caso da Unidade Básica de Saúde Rubin Brito Aronovitch a paralisação deu resultado. Mesmo o secretário negando a existência do problema, na terça-feira, 11, um dia depois da paralisação uma equipe da prefeitura de Macapá esteve no local. Fez a limpeza da área externa e interna, colocou central de ar e resolveu o problema da falta de água e luz, além de repor alguns remédios e correlatos que estavam em falta.
Caos na saúde do município
A mobilização do Sindicato dos Profissionais de Saúde coincide com as denuncias feitas pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores, Washington Picanço (PSB), que já ocupou os meios de comunicação pedindo que o poder público municipal resolva a falta de medicamentos e correlatos como amoxicilina, ambroxol, gazes, atadura, soro fisiológico e água destilada que estão em falta na maioria das unidade de saúde do município de Macapá.
“A falta desses remédios sobrecarrega o sistema de saúde, já que muitas vezes o cidadão com uma dor de cabeça, que poderia ser tratada na Unidade de Saúde, acaba indo para o Hospital de Emergências. O município tem responsabilidade a cumprir e queremos saber o motivo da falta desses remédios e correlatos, já foi feito uma licitação para a compra dos mesmos”, declarou o vereador.
De acordo com Dorinaldo Malafaia os vereadores de Macapá têm conhecimento do problema. No entanto, somente os vereadores Washington Picanço (PSB) e Clécio Vieira (PSOL) manifestaram apoio a categoria.
Do Sindicato dos Profissionais de Saúde fazem parte enfermeiros, técnicos em enfermagem, em laboratório e em radiologia, entre outros.
Contatos para entrevistas
Dorinaldo Malafia 8112-5050 ou 9164-5575
Washington Picanço 9981-3760
Nota de Repúdio
No dia 10 de outubro do corrente ano ocorreu a paralisação da UBS Rubin Brito Aronovitch. localizada no bairro Santa Inês, por conta de péssimas condições na infraestrutura, da interdição de algumas salas e a sobrecarga de trabalho.
A paralisação foi deliberada no dia 7/10 pelos trabalhadores da UBS, como forma de advertência ao poder público municipal. É necessário ressaltar que além do Sindsaude outras entidades acompanharam e apoiaram a manifestação, como por exemplo, o Coren e Associação de Moradores do bairro Santa Inês.
No entanto no dia da paralisação o Secretário de Saúde do Município de Macapá, Sr. Eduardo Monteiro, invadiu a UBS com total desequilíbrio emocional rodeado por “seguranças”, arrancando a faixa de paralisação, assediando moralmente todos os trabalhadores usando palavras de baixo calão e questionando a autonomia do Sindesaude.
O Sindicato vem a público esclarecer que atua de forma autônoma, tem posições independentes a polarização política entre Governo do Estado e Prefeitura de Macapá, e se pauta a partir das reivindicações dos trabalhadores da saúde e das demandas da população. É importante destacar ainda, que a atitude do Sr.º Secretário, demonstra sua total ignorância acerca do sucateamento na qual encontra-se as UBS’S de Macapá, situação comprovada quando afirmou desconhecer, até mesmo o fato, de ter sido ordem de sua secretaria a interdição das salas de curativo, observação e clinica médica. Como Médico o Sr. Eduardo Monteiro desconhecia também que o CRM já havia afirmado a impossibilidade da categoria médica permanecer atendendo no Rubin Brito Aronovitch.
Ao ser informado pelo sindicato, imediatamente disse que cortaria os pontos dos profissionais, em uma demonstração clara de desrespeito aos trabalhadores e ao direito de organização sindical. Em momento algum o secretario se propôs a buscar solução a questão, pelo contrario, utilizou de truculência e arbitrariedade contra profissionais de saúde, fato repudiado pelo Sindesaude.
Informamos ao prefeito Roberto Góes e ao seu secretariado que as mobilizações continuarão, e qualquer irregularidade será denunciada. Caso seja necessário continuaremos paralisados.
Sindicato dos Profissionais de Saúde (Sindsaude)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

UBS RUBIM ARONOVITCH: TRABALHADORES EM PARALISAÇÃO!



Na sexta-feira passada os trabalhadores da Saúde da Unidade Básica Rubim Aronovitch no Santa Inês refletiram e decidiram um dia inteiro de paralisação. A tentativa de sensibilizar as autoridades foi tomada a partir de meses sem a menos infraestrutura no local de trabalho. A falta de medicamentos, água, energia elétrica já são mais que frequentes, sem contar com as salas que foram interditadas pelos próprios trabalhadores pois oferecem risco a saúde dos trabalhadores e dos usuários. Ratos aparecem no laboratório, as fossas estão semi-abertas, fezes de pombos mancham as janelas de vidro!


A paralisação hoje começou as 7h e vai até 22h, sempre mantendo as emergências (infarto, vômito, alergia, asma). Logo pela manhã mesmo, os trabalhadores da UBS junto ao SINDESAÚDE, COREN-AP, lideranças comunitária do Santa Inês e Camara dos Deputados levaram as reivindicações ao Ministério Público do Amapá e marcou-se uma reunião para que as pautas sejam atendidas urgentemente.





SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE DE MACAPÁ ARRANCA FAIXA DA PARALISAÇÃO, DESRESPEITA E AMEAÇA OS TRABALHADORES DA UBS RUBIM ARONOVITCH

Trabalhadores da Saúde mobilizados na paralisação
O Secretário Municipal de Saúde de Macapá, Eduardo Monteiro, apareceu nesta tarde no Rubim Aronovitch arrancando a faixa da paralisação acusando de ser ilegal, ameaçando cortar o ponto de quem paralisasse e ainda assediando moralmente os trabalhadores tentando obrigar uma guarda municipal a expulsar o SINDESAÚDE da UBS. A guarda municipal disse que não ia expulsar ninguém pois estão no seu direito de reivindicar!


Queremos deixar bem claro que a paralisação é legal, há documentos que comprovam o aviso prévio além de ser inegável a necessidade de chamar a atenção para o caos que se encontra a Unidade!

O Secretário conseguiu despertar mais ainda a indignação dos trabalhadores que continuarão na luta por melhorias!



UM POUCO SOBRE A REALIDADE DA UBS RUBIM ARONOVITCH ...

Sala de Medicação Interditada: estufa queimada,
 falta de climatização e medicamentos


Falta de Energia Elétrica: trabalhadora usa a luz natural
para atender os usuários


Aviso na porta estampa a precariedade
da Unidade Básica



A falta de água e torneiras botam em risco
a saúde dos trabalhadores



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PREFEITURA DE MACAPÁ TIRA VALE-TRANSPORTE DOS AGENTES DE ENDEMIAS



Hoje, 03/10, os trabalhadores e trabalhadoras Agentes de Endemias foram para a frente da Prefeitura de Macapá. O SINDESAÚDE foi lá para ouvi-los e tomar providências. Todos estavam indignados pois em suas folhas de pagamento não há os 216 Reais referentes ao Vale-Transporte, e também há casos de agentes que trabalham em campo que descontaram 60 Reais de seu salário! Inicialmente, a Prefeitura alegou que houve apenas um erro na  folha e que seria reposto no próximo mês. Porém a proposta para receberem o vale-transporte mudou para até quinta (6/10) depois que os trabalhadores disseram que vão paralisar pois não há condições financeiras de arcar com os deslocamentos necessários. Os Agentes irão voltar na prefeitura nesta quinta-feira se caso não forem atendidos.    

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

CONVITE: Assembleia Geral da Saúde - 15/09

O Sindesaúde convida todos os trabalhadores da Saúde do Amapá para participarem de um Assembleia Geral que será dia 15/09 (quinta), às 16h no auditório do SESI, na Leopoldo Machado, Trem. As pautas serão as condições de trabalho, aumento salarial e o valor dos plantões.

É muito importante a participação de todos os trabalhadores e trabalhadoras para que possamos debater a questão do valor dos plantões. No Amapá, o plantão é de R$100, já no Amazonas, aqui do lado, é de R$400!

Após muitas denuncias do sindicato a população amapaense pôde conhecer a situação precária que se encontram os Hospitais e Unidades Básicas de Saúde. O trabalhador da Saúde no Amapá está sendo desvalorizado e desrespeitado, pois está sendo forçado a trabalhar sem mínima estrutura.

É preciso a unidade de todos para fortalecermos a categoria!

Esperaremos por tod@s!

sábado, 27 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PARÁ: JATENE É CULPADO PELO DESMONTE DA SANTA CASA

 

A MORTE DE UMA CRIANÇA


A morte de uma criança é talvez a perda mais difícil de suportar. Como pode alguém estar preparado para o choque de perder um filho ou uma filha, um neto ou uma neta? Pergunte a qualquer pai ou mãe e eles responderão: "Eu não sobreviveria" ou "Nunca mais seria a mesma pessoa" ou "Isso me destruiria pelo resto da vida". Nada pode se comparar à dor indescritível que se sente pela morte de um filho ou ao desespero que a acompanha. E embora os pais sobrevivam, a perda os deixa marcados para sempre.

Quando perdem um filho, os pais se deparam com o incompreensível: "Meu filho não devia morrer antes de mim." Experimentam enorme culpa por se sentirem de algum modo responsáveis pela morte. "O que deveria ter feito para impedir que isso acontecesse?" Sentem-se inúteis, inadequa­dos e impotentes, porque acreditam que falharam em suas obrigações paternas. Em vez de se verem como pais, tornam-se pais de filhos mortos. Não conseguem pensar de maneira clara. Não importa toda a proteção e cuidado que deram aos filhos, sempre se sentem de alguma forma responsáveis, pois a morte prematura sempre lhes parecerá antinatural, e por isso acreditarão que ela é consequência de alguma culpa.

Escolhi algumas cartas que venho publicando nas últimas semanas e que demonstram que até mesmo na pior tragédia é possível encontrar uma oportunidade de cres­cimento. Meu desejo mais profundo é que os pais sintam ainda que há uma parcela mínima de paz em meio à tristeza e que saibam que suas vidas foram abençoadas pela bela alma que conheceram como seu filho ou filha, no tempo curto ou longo em que habitaram a Terra.

Hospital do PA afasta presidente após morte de gêmeos

Agencia Estado
A presidente da Santa Casa de Belém, no Pará, Maria do Carmo Lobato, foi afastada hoje depois que dois bebês gêmeos morreram por falta de atendimento no hospital. Ela será substituída por uma comissão formada por quatro médicas. Ontem de madrugada, a mãe dos gêmeos, uma mulher de 27 anos que estava no sétimo mês de gestação, sentiu fortes dores na barriga e foi até a unidade acompanhada do marido. Ao chegar no local, o casal foi informado na portaria da falta de leitos.
O casal então seguiu para o Hospital de Clínicas, onde recebeu informação semelhante. O pai das crianças acionou o Corpo de Bombeiros, que foi para o local socorrer a mulher. Ela foi encaminhada novamente para a Santa Casa, mas, desta vez, o problema foi com a ambulância, que não teve autorização para entrar na unidade. O parto de um dos bebês acabou sendo feito dentro do veículo, mas a criança nasceu morta. Depois disso, a equipe médica da Santa Casa permitiu a entrada da paciente para a realização do outro parto. O segundo bebê também nasceu morto.
Segundo o secretário do Estado de Saúde, Hélio Franco, "o fato de a Santa Casa estar com a capacidade de atendimento neonatal esgotada, por conta dessa lacuna deixada por hospitais conveniados, não apaga o erro cometido na madrugada de terça-feira". Tanto o secretário quanto a coordenadora da equipe que vai dirigir a Santa Casa, Eunice Begot, lamentaram a morte dos bebês prematuros e garantiram o atendimento à mãe das crianças, que permanece internada na unidade.
A capacidade da unidade neonatal é de 107 bebês e hoje prestava assistência a 15 crianças a mais do que o seu limite. No Carnaval deste ano, como os hospitais conveniados ao SUS reduziram o atendimento naquele período, a Santa Casa recebeu 427 pacientes em três dias de feriado, segundo as autoridades estaduais.
O Centro de Perícias Científicas Renato Chaves realizou perícia no corpo dos bebês e constatou óbito intrauterino de pelo menos 48 horas antes do nascimento das crianças. O resultado final do laudo deverá sair na sexta-feira e encaminhado à delegacia responsável pelo caso. As investigações de responsabilidade no caso da quebra de protocolo no atendimento prestado à gestante na Santa Casa continuará sendo conduzida por uma equipe designada pela Secretaria de Saúde Pública do Estado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Saúde Pública Não pode Esperar


O efeito Malafaia e a situação da saúde pública


O presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde, disse em entrevista ao Café com Notícia, que não será candidato nas eleições de 2012. Disse também estranhar que os filhos dos ricos possam sair candidatos sem nenhuma cobrança, enquanto “os dos pobres sempre são questionados. Não é bem assim. O que tem sido denunciado ao longo do tempo, é a transformação de entidades da sociedade civil em palanques políticos, colocados à disposição de quem patrocina seus dirigentes, para projetos eleitorais que se distanciam dos reais interesses das comunidades em benefício das quais deveriam atuar. Não parecem ser esses os objetivos do sindicalista Dorinaldo Malafaia, que vem denunciando, de forma dura e incessante a situação em que se encontra a saúde pública no Amapá. O que ele tem dito não agrada aos aloprados ocupantes do poder, mas são verdades indiscutíveis e inegáveis que inquietam os bem intencionados, e irritam os insuportáveis que só aprenderam a viver de aplausos, e do faz de conta que “tá” tudo bem. Mas Dorinaldo disse também, com todas as letras, que esse caos da saúde pública do Amapá não se estabeleceu agora. Vem de um passado não distante, que ele lembrou citando as prisões de quatro dos cinco secretários que ocuparam a pasta da Saúde durante o desastrado governo Waldez Góes. Tudo isso precisa ser dito, sempre, para que as pessoas não esqueçam do turbilhão de infâmias que o povo amapaense sofreu nos anos recentes. Ao mesmo tempo nada do que está sendo dito altera uma verdade: a saúde pública do Amapá vive um momento de caos, mas vai sair dele.
Se levarmos em consideração que todo esse processo aconteceu por conta da corrupção, é de se imaginar que, cessada a causa, melhorarão os efeitos. E não há informação de que o processo corrupto que baixou o nível da saúde pública esteja acontecendo. Então é justo acreditar que, se o dinheiro da saúde está sendo aplicado na saúde, os problemas serão superados e chegaremos a um nível bem melhor do que se encontrava em dezembro do ano passado. Só precisamos de um pouquinho de pressa.

Fonte:  Geleia Geral 25-8-2011 - http://www.correaneto.com.br/site/?p=13053#more-13053